segunda-feira, 21 de maio de 2012

NA SERRA DOS TEUS ÓRGÃOS

Vivo a galgar da tua serra os cimos,
Para ir provar nos cumes mais macios
Duas cerejas, fontes dos meus mimos,
No arroubo dos enroscos mais vadios!

Na serra dos teus órgãos tão sadios,
Galgo da serra os seios, meus arrimos,
Salivo deslizando qual em limos
E me derreto em caldo nos teus cios!

Desço e deslizo sobre a maciez,
A espalhar o caldo que umedece,
A te lubrificar com meu amor...

Salivas tu meu caldo co’avidez,
Escorro e lubrifico o que ele aquece
...E ao fim, me afogo em gozo na tua flor!





















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quinta-feira, 10 de maio de 2012

RESENDE













Resende, acende a tua voz,
Reclama todo o teu direito!
Não cala diante do algoz!
Não cala diante do mal feito!

Abraça aquele que aqui vem
Trazer progresso à tua gente!
Vigia o mal, cultiva o bem...
Aqui se vive, realmente!

Olha ao redor, quanta beleza!
A Mantiqueira ali adiante,
A exuberante natureza,
A nos tocar a todo instante!

Bela cidade, és tu, Resende,
Onde transcende a calmaria...
Acende, pois, a voz, acende,
A cada noite... A cada dia!

Olha teu rio, a bruma leve,
Que sobe igual pequenas chamas,
Porém, de um branco quase neve,
Saudando o povo que tu amas!

Alguém chamou-te princesinha,
E princesinha és do vale!
Que sejas sempre assim tão ‘inha’
E a mão de Deus sempre te embale!

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terça-feira, 8 de maio de 2012

NUM LONGO GALOPE na beira do mar
















Passei pela vila no meu alazão,
Comprei rédea nova e estribo dourado,
Rumei pra distante num calmo trotado,
Levei a saudade daquele torrão,
Lá onde aprendi a primeira lição...
De longe escutei o berrante a tocar,
Segui meu caminho querendo voltar,
Mas algo mais forte queria que eu fosse
– U’a doce morena com nome de doce –
Corri a galope pra beira do mar!

Seu belo endereço era a rua da espuma,
Bem lá onde as ondas do mar se deitavam...
Bem onde ao sol-por as gaivotas bailavam,
Voando em bandos ou uma por uma!
– A vida passava sem pressa nenhuma...
A doce morena me vendo apear,
Correu pela praia com ânsias de amar,
E ali a lembrar dos antigos passeios,
Montou na garupa, roçando-me os seios
...Num longo galope na beira do mar!
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